Stonehenge
Ah!, que mundo injusto… Viver minha infância com você e olhar diariamente teu semblante, ora feliz, ora triste, e descobrir apenas anos depois que ele me era especial… Que, de fato, havia algo atrás dos olhos teus que me encantava… E eu sempre me fazia a mesma pergunta: “Será que sinto algo diferente por ele?”. E me chegava à (errada) conclusão; era sempre aquela velha história do orgulho em admitir: “A resposta é ‘não’.”.
Mas, certo dia, vi você partir. Sem me avisar ou se despedir. Tive de assistir da janela do meu quarto a você indo embora. Tentei não chorar, mas não consegui; e digo-lhe que as únicas duas lágrimas que caíram, uma de cada olho, não foram suficientes para demonstrar o que estava sentindo; era um misto de tristeza e revolta diante das impossibilidades em fazer aquilo ter um final diferente. Queria que aquela cena fosse um sonho; por mim que fosse até um pesadelo, de um sono profundo do qual nunca desejaria acordar.
Logo você… Não sei se já passou por isto, mas sabe o que é sentir o peso do mundo inteirinho sobre suas costas? Sabe o que é ver todos os seus planos e promessas, desejos, sonhos, enfim; sabe o que é ver tudo isto evaporar em um piscar de olhos? E as verdades que tanto guardei durante aquele tempo todo não passaram mesmo de meras, estúpidas e inúteis frases engasgadas, em uma garganta que insistia, inutilmente, em não engolir aquilo tudo.
Espero que, neste presente que vivemos, você tenha ao seu lado alguém que te faz sorrir. Com o passar dos anos muita coisa mudou em meus sentimentos. Desde já afirmo que aquela experiência me fez crescer como pessoa e aprender muita coisa. Saiba que o que hoje você vê aqui é reflexo daquela época.
Se esta carta chegar a você, saiba que, sim, às vezes me faço uns questionamentos; mas que todas as minhas respostas começam com “o que sentia por ele está morto e enterrado a 7 palmos do chão”. E, assim, as dúvidas param ali.
Hoje, estou feliz sozinha e não quero lembrar deste passado. O que direi a seguir não era o que eu queria, não era o que eu desejava, mas, infelizmente, cheguei à triste conclusão de que o amor não vale absolutamente nada.
Alguém que te faz sorrir, eu quero ser.
Para que se quebre as correntes que há em volta do seu coração.
Atrás dos olhos teus existem duas lágrimas que tentam romper o gelo, mas o peso do mundo, faz com que você seja o último cara legal.
Eu sofro, pois as frases engasgadas estão me matando “/
E apesar de uma infância difícil, aqui estou.
Não jogue as cartas fora, ainda temos planos e promessas e sem ti vivo num sono profundo.
Me acorde! Para que um dia eu possa ser Alguém que te faz sorrir ;D ]
Texto tirado da Comunidade do Orkut da Fresno: Feito por: Murian!
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